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FUGAS DO MEU TINTEIRO

Imagens e palavras de um mundo onde há menos gente

FUGAS DO MEU TINTEIRO

Imagens e palavras de um mundo onde há menos gente

Burgos

João-Afonso Machado, 15.01.22

Espreito a cidade do cimo da muralha do finado castelo. A catedral é a grande evidência e, mesmo onde estou, sinto os seus pináculos a comicharem as minhas narinas.

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Acrescentaria, sem medo de exagero, esse templo imenso, a Catedral de Santa Maria, um parto do século XIII, quase absorve Burgos, pouco deixa aquém dos montes no horizonte, erguida a festo acima deles no gótico mais exuberante que pela Península possamos encontrar.

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E em maré de comemorações natalícias, a catedral nocturna dá de si o melhor,

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tomada de cores diversas, ângulos infindos, arestas cortantes,

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ora mais quente, ora mais fria; ora menor, ora maior,

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cercada de gente empunhando máquinas fotográficas ou, simplesmente, pasmando e passeando ao longo do seu logradouro, a Plaza de Santa Maria.

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O resto da sua história, que é muita, temos nós, depois, de puxá-la das entranhas. Burgos foi a capital do Franquismo durante a Guerra Civil espanhola. Antes tinha sido o berço do romântico medievo El Cid Campeador,

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crescendo ao longo do rio Arlázon, do qual os nossos Lima, Neiva, Cávado, Ave, etc, etc, se rirão desalmadamente,

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conquanto não dispondo, talvez, de tão bonitas e alegres e bem frequentadas marginais.

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Burgos é, por fatalidade, a noite espanhola também. E variadíssimos outros monumentos, arvoredos e momentos bonitos neles.

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É um passeio sempre no início. É, acima de tudo, uma raça,

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a do Perdigueiro de Burgos, a primeira estátua que topei, logo à chegada, a complacente expressão deste companheiro, uma justa homenagem que lhe fizeram os caçadores locais.

 

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