Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

FUGAS DO MEU TINTEIRO

Imagens e palavras de um mundo onde há menos gente

FUGAS DO MEU TINTEIRO

Imagens e palavras de um mundo onde há menos gente

Como chegámos à "ética republicana"

João-Afonso Machado, 01.02.21

IMG_3297.JPG

Precisemos: 112 anos não desculpam um morticínio. Eu falo, obviamente, da tragédia da Família Real portuguesa e da única forma da "ética republicana", exterminando-a, dar vantagem à sua cavalgada. Mas tanto já foi dito e escrito sobre o tema que mais não me ocorre senão narrar os factos na perspectiva dos maiores defensores da vida humana. Aborto e eutanásia à parte, é claro. Ouçamos então, hipoteticamente, a nossa humanista Catarina Martins que sobre o Regicídio diria (ou diz, com certeza):

- Nessa meia-tarde, uma família portuguesa desembarcou no Cais das Colunas e, após cerimónias protocolares, subiu a uma traquitana (- os tuk-tuc's da época -), rumo ao palácio onde residia;

- Ainda no Terreiro do Paço, viajando a descoberto (lá está: os tuk-tuk's...), um bandido carbonário, de seu nome Buíça, munido de uma carabina, alvejou e matou o chefe da família, por acaso, o Rei de Portugal;

- Seguiram-se momentos confusos em que o filho mais velho, pora acaso também, o Princípe Real, puxou do seu revólver e tentou defender os Seus. Azar: havia mais banditagem nas cercanias e um deles, o Costa, baleou-o: morreu em caminho, quando o postilhão fustigava os cavalos para fugir ao atentado;

- Neste comenos, o filho mais novo, à época menor, o Infante (depois Rei) D. Manuel foi atingido num braço e a Mãe (a Rainha Senhora Dona Amélia), à falta de outro meio batia nos assassinos... com um ramo de flores;

Após a narrativa, a História. E a historiadora Catarina prosseguirá: assim nasceu a República,  filha de carabina assassina, com as assinaladas mortes a que acrescem a de um transeunte cuja convicção política se desconhece.

Foi deste modo, sem retorno das vidas supliciadas.

No mais, ficou nos fastos a corajosa intervenção do Tenente de Cavalaria Francisco Figueira Freire, da guarda do séquito real. Espadeirou (e limpou) um dos regicídas e, logo após, pelo sim, pelo não, - criada a inefável "comissão de inquérito" - foi recambiado para Macau.

Afirma Catarina Martins, categoricamente, o Sr. Tenente em breve regressará. Queira Deus!

 

Comentar:

Mais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog tem comentários moderados.

Este blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.