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FUGAS DO MEU TINTEIRO

Imagens e palavras de um mundo onde há menos gente

FUGAS DO MEU TINTEIRO

Imagens e palavras de um mundo onde há menos gente

Northumberland

João-Afonso Machado, 25.04.21

Lembro, Alzira, - e sempre lhes ficámos gratíssimos - o empenho e o carinho com que fomos recebidos pelos nossos Amigos em Ashington. E lembro o nosso passeio a New Biggin, o tempo ainda disponível para conhecer Newcastle, a corrente ferrugenta do Tyne. Mas Northumberland é maior do que os dias e as semanas. Faltou-nos o National Park, as ilhas escondidas nas brumas e muito, muito mais desse topo inglês já a esbarrar na Escócia.

A tua doença era do nosso conhecimento recente. Urgia descansasses e, para o teu descanso, os nossos Amigos foram incansáveis. Mais por não, pelas belas imagens que nos proporcionaram.

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Eu trouxe comigo, sobretudo, os vagares do Mar do Norte. E uma pesca sem engarrafamentos de trânsito... Barcos trotando as águas, pacholas, pescadores vindo dos areais, pendurados nas suas resignadas canas e nos baldes vazios, completamente esquecidos de que era Julho... Um horizonte sem fim, o aviso acima  das nossas cabeças para os mamantes da cerveja, bem-humorado, tipicamente britânico.

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E a inóspita igreja sobre as águas, o cemitério ao lado, tantas lápides, tantos nomes, tantas histórias por contar. Faltou-me uma égua calma, talvez mesmo lusitana, de bem com o terreno, uma espada à cinta e Northumberland devassada de ponta a ponta. Das altitudes ao litoral, embarcando em remares cantados até às ilhas.

Mas creio a conheces perfeitamente, Alzira, aí onde estás por todos nós. Faz agora mesmo quatro anos...

 

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