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FUGAS DO MEU TINTEIRO

Imagens e palavras de um mundo onde há menos gente

FUGAS DO MEU TINTEIRO

Imagens e palavras de um mundo onde há menos gente

Renascimento

João-Afonso Machado, 22.12.21

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É noite fechada e, qual um rato, já dá uma corridinha o dia seguinte, trouxe-o caladamente o solstício do inverno. Vagidos de um recém-nascido dado à luz pela estação dos anciães. Cornucópias do Tempo: nós caminhando para o fim dele, os dias roubando minutos às noites, crescendo no frio, cá fora, é inverno mas já não há hibernação. E assim até à robustez do sol, até a um novo declínio dos dias residente, por norma, no auge da nossa expansividade, no momento dos sonhos maiores.

Embalemo-nos na ilusão... Adormeçamos com a neve no topo dos nossos desejos e a luz que agora cresce, cresce - cresce devagarinho mas cresce - a dilatar o tempo de todos os olhos. Hoje, dia um do inverno, é o primeiro dia de um novo ciclo de nós com o nosso mundo.

Já a mochila se impacienta no armário...

 

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